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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tempo verbal

Hoje acordei com uma raiva danada de dois tempos verbais: futuro do pretérito do indicativo
e pretérito imperfeito do subjuntivo.
Explico as razões.
O verbo manifesta um processo localizado no tempo. Ora, pois, o que indicam esses tempos
fugidios? Inconclusão, indeterminação, bruma. Algo sempre suspenso no ar.
Recorro à gramática e descubro que até a definição conceitual mostra-se aérea. Vejamos:
- futuro do pretérito do indicativo: indica um processo futuro tomado em relação a um fato passado.(pode?)
- pretérito imperfeito do subjuntivo: expressa um fato passado mas posterior a outro já ocorrido.(é serio isso?)
Enfim, me indisponho com eles nessa manhã sustentada em fumaça.
Quero curvar meu coração e meu raciocínio para o presente do indicativo. Eu penso, eu faço, eu existo.
Estou de bronca com os "seria, faria, desejaria" e com os "se eu fosse, se eu fizesse, se eu desejasse".
Estou de mal porque me lembra "eu viveria" e "se eu vivesse".
E eu VIVO, nesse instante-já.

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