Algo não dito sempre faz sombra.
E eu preciso da luz.
Algo não entendido faz névoa.
E eu preciso do sol.
Mas quem pode entender o poeta?
Apenas a poesia o compreende.
A poesia e o silêncio.
Não espero mais compreensão dos homens.
A verdade que se abriga no coração do poeta
mora em cantinho escondido dos olhos.
Longe do pragmatismo, da matemática, da lógica.
É preciso um pouco de louco, de anjo e de criança
para entender a poesia do vento.
Algo não dito faz sombra.
E eu preciso de uma lanterna de mil volts.
Foto: Crazy Ivory in http://www.flickr.com/photos/crazy-ivory/
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Véu
De nós dois tenho um só desejo: solidão.
Ah... os breves e raros momentos em que desenhamos diálogos nunca se vestem de solitude.
Há sempre um segredo docemente convidado...Uma bruma que paira no olhar, uma nuvem usando máscara.
Ah... os breves e raros momentos em que desenhamos diálogos nunca se vestem de solitude.
Há sempre um segredo docemente convidado...Uma bruma que paira no olhar, uma nuvem usando máscara.
Generosidade
sábado, 8 de outubro de 2011
Miragem
Teu rosto.
Tão breve meu olhar-te.
Brevemente eterno.
Levo-te na memória viva
Como escultura cravada em pedra.
Sublime momento este em que meus olhos te encontram
E guardo sua imagem em frasquinhos de poesia.
E dela me alimento, aos poucos.
Como me alimenta
O que é belo e intocável.
Como me alimenta
O pôr do sol majestoso e efêmero
E o mar nos dias de inverno.
Tão breve meu olhar-te.
Brevemente eterno.
Levo-te na memória viva
Como escultura cravada em pedra.
Sublime momento este em que meus olhos te encontram
E guardo sua imagem em frasquinhos de poesia.
E dela me alimento, aos poucos.
Como me alimenta
O que é belo e intocável.
Como me alimenta
O pôr do sol majestoso e efêmero
E o mar nos dias de inverno.
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