Para aqueles dias que nascem ensolarados
Mas nossos olhos só vêem a sombra.
Para aqueles dias em que respiramos devagar e profundamente
Enquanto todos expiram energia e pressa.
Para aqueles dias em que desejamos arrancar algo do peito
Mas a vida não permite.
Para aqueles dias em que nos sentimos sós
Enquanto tantos conversam e riem á nossa volta.
Para esses dias..
Silêncio, um amigo e um copo qualquer.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Promessa
Prometeu a si mesma nunca mais lhe fitar os olhos profundamente.
Tinha medo da cegueira, do clarão que não se apaga, da verdade (seja lá qual fosse).
A escuridão do mistério por vezes é um lugar quentinho onde se pode dormir.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Desencanto
Porque não te posso mais príncipe
Estou lhe arrancando o cavalo branco,
a espada, a capa vermelha e brilhante.
Tenho esperança.
Se lhe furtar o encantamento,
talvez a paz me encontre.
Já não posso mais imprimir mistério ao desconhecido.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Flor e Pão (Ana Sousa e Douglas Rodrigues)
Era uma menina de pés descalços
Sujos com a poeira do dia.
Era uma menina de coração alado
livre como ventania.
Não tinha medo do escuro
Não tinha medo do amor nem dor
Apenas medo da saudade.
Nos pés sujos, cansaço e alegria
No coração livre, paixão e fantasia
Em seu rosto a coragem, a ousadia.
Nada de pintura em sua pele
Era maquiada com as cores cinzas do dia...
Mas algo que encantava era seu olhar
como se coubesse nele toda beleza da vida.
Era uma menina com olhos famintos
com fome de vida
e sede de tudo
Para onde ela vai? pergunta o caminho
Sem bússola, sem direção, sem rumo
ela apenas caminha.
Quais mares, estradas, ruelas e becos
por ela passarão?
Quais esquinas lhe guiarão?
Ela apenas caminha.
Nas mãos uma flor e um pedaço de pão
e a poeira da estrada suja seus pés.
E porque com o pouco se faz muito
bastavam-lhe a vida, o caminho e o brilho nos olhos.
Bastava-lhe a flor, bastava-lhe o pão.
(perfume preparado e bordado a dois corações: o meu e do amigo Douglas)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Poeminha
Como as palavras foram bailar
em qualquer lugar longe assim
emudecida e insana
encontro na varanda, enfim,
o melhor amigo (a dançar):
Vento, vento, vento.
Vais a tantos lugares,
Leva esse beijo por mim?
Queria tanto pó de pirlimpimpim...
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