Há dias em que um vazio intenso percorre o corpo e a alma. Dias em que descobrimos a fragilidade dos pilares nos quais ancoramos nossos desejos, sonhos e planos.
Há dias em que nos descobrimos sós. Dias em que percebemos que o tudo que nos sustenta tem o sopro do vento como âncora.
Há dias em que nos damos conta de que os espaços podem ruir a qualquer tempo. Dias em que olhamos o tudo que temos e vislumbramos o nada.
Dias em que conseguimos enxergar o invisível que criamos aqui, dentro do peito, cheio de fumaça e névoa.
Nesses dias, como hoje, é preciso esboçar um novo desenho. Feito de carvão e pedra.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu perfume aqui...