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domingo, 12 de maio de 2013

(re) nascer











venho sentindo um novo tempo
percebo a poda das folhas
o germinar de novas sementes
o desabrochar de flores exóticas
o renovar do sulco que corre nas entranhas.
estou renascendo.
às vezes dói, às vezes não
mas sempre uma dor que ri.
a dor de recomeçar pode ser feliz.
agora é.

domingo, 28 de abril de 2013

Basta!





Me descobri pequena
Estas capazes de pequenezas
Vingança
Orgulho
Arrogância

Cansei de grandezas
Generosidade
Humildade
Amorosidade
Estas essências do bem

Não sou boazinha
Não sou nenhum anjo
Trago em mim, na justa medida
O sangue que lateja na veia e nos sapatos.

Aos humildes, generosidade
Aos arrogantes, animosidade.
Pão pão
queijo queijo


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Presença de presente






Dá-me hoje 
ou amanhã
qualquer dia desses
um pouquinho
da tua presença.
Apenas esteja presente.
E estando presente
me deixe te olhar 
só um pouquinho  
sem se incomodar.
Dá-me hoje
ou amanhã
qualquer dia desses
o presente que me acalma.
Deixa-me sentir 
que está aqui.
É só.
É tanto.
 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

desistência









Deixe-me
na minha tristeza
mergulhada no luto
daqueles que desistem.
Toda desistência
tem o mesmo pesar
das perdas fúnebres.
É algo que se vai
sem que desejemos.
É algo que se abandona
sem que se tenha vivido.
É um pedaço de si
que a vida carrega.
Deixe-me aqui
a dor não se vai
se não a mastigamos
se não a digerimos
até virar pó.

domingo, 14 de abril de 2013

quem sabe?






tanto afeto
tanto
que uma vida
esta vida
será pouca
e em outra
haverá de ter sido
e na próxima
quem sabe?
 
 

sábado, 13 de abril de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Receitinha para esquecer amor impossível








Vá deixando cada dia um pouquinho o apego.
Porque amor, possível ou não, traz um quentinho danado de bom..
Olhe sempre como se fosse a ultima vez (às vezes não dá pra ser o fim).
Permita-se abandonar.
Olhe a estrada à frente e busque enxergar o que está por vir
Tenha musica bem alta...e cante. Cante com todas as forças.
Olhe o que vai permanecendo lá atrás. Despeça-se.
Então chore. Chore muito.
Para lavar a alma e não inundar o coração.
Para lavar a estrada e apagar os sinais.
Não deixe migalhas de pão para achar o caminho (o amor prega peças,é arteiro).
Cada dia um pouquinho, sem pressa.
Se funciona? Chega ao ponto?
Não sei.
Estou na metade da receita

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cartas na manga









E nesta altura da vida eu descubro porque nunca fui habilidosa em jogos de cartas.
Nunca aprendi a jogar truco ou qualquer espécie de partida na qual a regra fosse esconder o jogo.
Nunca consegui segurar as cartas e, maliciosamente, esperar o movimento do outro.
Na vida também.
Jogo as cartas todas na mesa. Não seguro alguma na manga, como dizem.
Não lamento. Há dores e delícias em ser quem se é.
E eu gosto de ser quem sou.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Palavras






O valor das palavras
nem sempre é dado por quem as recebe
mas por quem as pronuncia.
Minha palavra
meu tesouro.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Afogada







Perdão. (se é preciso)

Era água demais.
Ondas sem paz.
Sem fôlego.

Eu até sei nadar.
Mas nestas águas
Me esqueço.

Tenho medo 
de mágoas.
Elas me sufocam.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tristeza










De repente
viver a tristeza
com todo sangue
com toda dor

De repente
ver o chão árido do asfalto
sentir os espinhos sob os pés
deixar o coração sangrar

De repente
desmanchar o castelo de areia
diluir as nuvens oníricas
esquecer a poesia  (que havia)

De repente
o singular (e dolorido)
caminho 
possível


domingo, 23 de dezembro de 2012

Morrer aos pouquinhos







Não há como matar um amor
Sem que se morra aos pouquinhos
Sem que se retire pedaços de si a dor
Sem que se sangre
Sem que se abandone aos pedacinhos.

Automutilação e sobrevivência


Enquanto se tenta sufocá-lo em vida
Para que não mais pulse e grite
Vai-se indo também devagarinho
Na contradição entre vá e fique.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sem voz








Emudeci.
Engoli palavras áridas e gentis .
Gentileza que distancia.
Sufoquei-me em outras águas.
Um mar que silencia.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Rabisco em rabisco





A vida tem histórias assim...
Rabisca-se a página escrita
Rasura-se toda palavra
Cobre-se de preto todo desenho
Encharca-se ela toda em água corrente.
E depois....
A página parece novinha em folha
Ou em esperança.

sábado, 17 de novembro de 2012

(Im)paciência







 E eu peço perdão
Por não te amar mais de repente.
O de repente tem vida longa.
E eu tenho pressa.

sábado, 14 de julho de 2012

Do doar-se..



E nos encontros pela vida só uma coisa permanece proibido: que a alma não compareça. Que o outro possa ser sempre portal para o encontro com nós mesmos e nunca porta para os nossos desejos mundanos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Voltas e curvas



Caso a geometria defina a vida, já declino de vê-la redonda. Hoje desejo as curvas, as assimetrias, feito caracol e espiral.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Daquilo que inebria







Depois de um tempo exposta ao amor....inspirando e expirando o mesmo ar....feito gás, fumaça ou qualquer coisa que inebrie....tinha sintomas de abstinência.
















Imagem: Eric Zener













domingo, 24 de junho de 2012

Rotinando...







Banho, pijama, meias de lã, capuccino quente, pasta, escova de dentes, cama, edredon, memórias do dia, sonhos pra amanhã.