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quinta-feira, 28 de março de 2013

Receitinha para esquecer amor impossível








Vá deixando cada dia um pouquinho o apego.
Porque amor, possível ou não, traz um quentinho danado de bom..
Olhe sempre como se fosse a ultima vez (às vezes não dá pra ser o fim).
Permita-se abandonar.
Olhe a estrada à frente e busque enxergar o que está por vir
Tenha musica bem alta...e cante. Cante com todas as forças.
Olhe o que vai permanecendo lá atrás. Despeça-se.
Então chore. Chore muito.
Para lavar a alma e não inundar o coração.
Para lavar a estrada e apagar os sinais.
Não deixe migalhas de pão para achar o caminho (o amor prega peças,é arteiro).
Cada dia um pouquinho, sem pressa.
Se funciona? Chega ao ponto?
Não sei.
Estou na metade da receita

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cartas na manga









E nesta altura da vida eu descubro porque nunca fui habilidosa em jogos de cartas.
Nunca aprendi a jogar truco ou qualquer espécie de partida na qual a regra fosse esconder o jogo.
Nunca consegui segurar as cartas e, maliciosamente, esperar o movimento do outro.
Na vida também.
Jogo as cartas todas na mesa. Não seguro alguma na manga, como dizem.
Não lamento. Há dores e delícias em ser quem se é.
E eu gosto de ser quem sou.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Palavras






O valor das palavras
nem sempre é dado por quem as recebe
mas por quem as pronuncia.
Minha palavra
meu tesouro.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Afogada







Perdão. (se é preciso)

Era água demais.
Ondas sem paz.
Sem fôlego.

Eu até sei nadar.
Mas nestas águas
Me esqueço.

Tenho medo 
de mágoas.
Elas me sufocam.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tristeza










De repente
viver a tristeza
com todo sangue
com toda dor

De repente
ver o chão árido do asfalto
sentir os espinhos sob os pés
deixar o coração sangrar

De repente
desmanchar o castelo de areia
diluir as nuvens oníricas
esquecer a poesia  (que havia)

De repente
o singular (e dolorido)
caminho 
possível


domingo, 23 de dezembro de 2012

Morrer aos pouquinhos







Não há como matar um amor
Sem que se morra aos pouquinhos
Sem que se retire pedaços de si a dor
Sem que se sangre
Sem que se abandone aos pedacinhos.

Automutilação e sobrevivência


Enquanto se tenta sufocá-lo em vida
Para que não mais pulse e grite
Vai-se indo também devagarinho
Na contradição entre vá e fique.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sem voz








Emudeci.
Engoli palavras áridas e gentis .
Gentileza que distancia.
Sufoquei-me em outras águas.
Um mar que silencia.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Rabisco em rabisco





A vida tem histórias assim...
Rabisca-se a página escrita
Rasura-se toda palavra
Cobre-se de preto todo desenho
Encharca-se ela toda em água corrente.
E depois....
A página parece novinha em folha
Ou em esperança.

sábado, 17 de novembro de 2012

(Im)paciência







 E eu peço perdão
Por não te amar mais de repente.
O de repente tem vida longa.
E eu tenho pressa.

sábado, 14 de julho de 2012

Do doar-se..



E nos encontros pela vida só uma coisa permanece proibido: que a alma não compareça. Que o outro possa ser sempre portal para o encontro com nós mesmos e nunca porta para os nossos desejos mundanos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Voltas e curvas



Caso a geometria defina a vida, já declino de vê-la redonda. Hoje desejo as curvas, as assimetrias, feito caracol e espiral.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Daquilo que inebria







Depois de um tempo exposta ao amor....inspirando e expirando o mesmo ar....feito gás, fumaça ou qualquer coisa que inebrie....tinha sintomas de abstinência.
















Imagem: Eric Zener













domingo, 24 de junho de 2012

Rotinando...







Banho, pijama, meias de lã, capuccino quente, pasta, escova de dentes, cama, edredon, memórias do dia, sonhos pra amanhã. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Menina que chora






No fundo da sala
Uma menina que chora
Na menina que chora
Um mundo que cala.
Eu, complacente, a ela diria:
Chore, menina, chore
Mas não por lamento
Só pelo desafogar da alma
e o lustrar do novo momento.
A vida é vasta, imensa...
E o pesar...sem cabimento!

Simplicidade




Abraço de bom dia
Xícara de café quentinho
Pulos de saudação com quatro patas
Cheirinho de pão aquecido
Criança gritando: toddinho!
Fumaça da panela de arroz
Tilintar de talheres na cozinha
Gosto de paz na alma
Cheiro de casa limpinha
Toque de mansidão e calma.

Quando o que é simples inebria e salva.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cântico ao outono




Ah, o outono...
Estação dos poetas e dos apaixonados
Dos que vêem na brisa fresca o quentinho da alma.
Dos que vêem na folha que cai o prenúncio da vida que se renova.
Dos que sentem o calor na alma quando o corpo se resfria.

Amor-roxo




Na infância do dia
No envelhecer das horas
Quando passo por lá
As árvores ipê-rosa
Enternecem meu olhar.

Eu penso sem pensar
Tu passastes por cá
E essa manhã rosada
E essa tarde florada
Chega-me a doer.

De repente os ipês são roxos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amanhã



Vem futuro....toma a minha mão!
Não mais falarei não.
Não mais terei medo.
Não mais guardarei segredo.
Depois do passado sem paz
Depois do presente fugaz
Nada mais se pode temer.
Vem futuro....me abraça
me eleva, me enlaça!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Simplesmente....







As coisas mais simples é que farão a grandeza da vida. O abraço esperado, o sorvete de mãos dadas, um filme com pipoca, o sono acompanhado do domingo à tarde, a taça de vinho ao final da noite, o silêncio compreendido sem perguntas. A vastidão está nesses frágeis momentos do cotidiano. Esse é o sonho, esse é o paraíso humano.