Parafraseando a Adélia Prado
Quero olhar a pedra e ver somente a pedra.
Mas quando a poesia me encontra
Na pedra vejo as histórias todas de todos que encontraram a pedra.
Os que sentaram à pedra e choraram, os que ali passaram e tocaram.
A poesia faz isso. Mas hoje quero ver só a pedra.
Nada de olhar a esquina e imaginar as vidas que ali estiveram
as lembranças que ali se fizeram.
Nada de ver no nada o tudo.
Nada de legendar olhares que não se decifram.
A poesia das coisas me inunda, me desconcerta, me obriga.
E dói.
E hoje, não quero.
Mas é.
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